novembro 30, 2020

Brasil registra um assassinato a cada 10 minutos, alerta anuário


Após o número de assassinatos cair no Brasil em 2019, o país voltou a registrar um aumento no número de mortes violentas intencionais no primeiro semestre de 2020, com um crescimento de 7% se comparado ao mesmo período do ano passado. Foram assassinadas nos primeiros seis meses deste ano 25.712 pessoas em todo o país. É uma média de 1 assassinato a cada 10 minutos.

O crescimento no número de homicídios ocorreu após uma queda de 17% em todo o ano de 2019, se comparado com 2018. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (19) pelo Fórum Nacional de Segurança Pública. A diretora-executiva da entidade, Samira Bueno, sugere  que uma das hipóteses para o aumento da violência é o crescimento da violência doméstica.  

O relatório do Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostra que os homicídios estão crescendo no Brasil há 9 meses, desde o último trimestre de 2019. Os feminicídios cresceram 1,9% no primeiro semestre do ano, quando 648 mulheres foram assassinadas em razão da condição de gênero. Para Samira Bueno, a pandemia pode explicar, em parte, esse aumento.

Em contraste ao aumento da violência contra a vida, os crimes contra o patrimônio caíram. Houve uma redução de 34% nos roubos a pedestres, uma queda de 22% nos roubos a veículos, menos 18% de roubos a comércios e menos 16% nos roubos a residências.

Segundo o presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima, essa redução é uma consequência da pandemia.

A diretora executiva do Fórum de Segurança Pública, Samira Bueno, chama atenção ainda para o perfil racial das vítimas de violência, onde 74% das pessoas assassinadas são negras.

A violência policial também cresceu 6%. Foram 3.181 vítimas de intervenção policial no primeiro semestre no ano. Isso representa 12% do total de mortes violentas intencionais. O número de policiais assassinados também cresceu, um aumento de 19% no período. Foram 110 registros de policiais assassinados até junho de 2020.

*Com informações da Rádio Nacional em Brasília/EBC

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