novembro 30, 2020

Estudo revela que 70% das espécies em extinção podem ser salvas


Se apenas 30% das áreas degradadas no planeta forem restauradas, será possível salvar mais de 70% das espécies em extinção –  e ainda absorver quase a metade do carbono acumulado na atmosfera desde o início da Revolução Industrial.

Essa é a conclusão de um estudo inédito, liderado pelo pesquisador brasileiro Bernardo Strassburg, professor da PUC do Rio de Janeiro e diretor do Instituro Internacional para a Sustentabilidade.  A pesquisa, encomendada pela ONU, Organização das Nações Unidas, contou com a participação de  27 pesquisadores de 12 países. Os resultados foram publicados na revista “Nature” na semana passada. 

A pesquisa é a primeira no mundo voltada à restauração de áreas prioritárias em uma escala global. Os pesquisadores investigaram quais regiões degradadas do planeta devem ser preferencialmente recuperadas, considerando critérios como preservação da biodiversidade, retirada de gás carbônico da atmosfera, também chamada de “sequestro de carbono” e  custos.

As soluções trazidas no trabalho, segundo o pesquisador, são 13 vezes mais baratas e efetivas do que as atualmente empregadas e  não afetariam a produção de uma das áreas que mais contribui para o desmatamento, a produção agrícola e pecuária. 

Diferentemente de pesquisas anteriores, que destacaram o papel fundamental das florestas e reflorestação, a nova pesquisa mostra que outros ecossistemas também desempenham papel fundamental na proteção da biodiversidade e redução dos impactos do aquecimento global, como explica Strassburg. 

Além do Pantanal, o Brasil, de acordo com o estudo, tem vastas áreas entre as prioridades globais para restauração, entre elas a Mata  Atlântica que está na zona de alta prioridade identificada no estudo Amazônia e o cerrado, o que, segundo, Bernardo Strassburg, pode ser uma grande oportunidade para o país. 

O estudo identificou quase 3 bilhões de hectares de terras restauráveis, de florestas a desertos, com áreas prioritárias em todos os cinco continentes. 

*Com informações da Rádio Nacional/RJ

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