Google proíbe impulsionamento político em suas plataformas

ELEIÇÕES 2024 – O Google anunciou uma proibição do impulsionamento de conteúdo político em todas as suas plataformas, incluindo o Google Ads e o YouTube.

A medida, que entra em vigor imediatamente, tem como base a impossibilidade de atender aos requisitos legais estabelecidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para as eleições de 2024.

De acordo com a gigante da tecnologia, a decisão foi motivada pela necessidade de criar um repositório de anúncios e seus dados em tempo real, conforme exigido pelas regulamentações eleitorais.

Embora o Google tenha a tecnologia para cumprir essa exigência, os custos associados são considerados proibitivos. O impacto dessa decisão recai principalmente sobre os pré-candidatos que já investiram parte significativa de seus orçamentos em estratégias de marketing digital.

Isso inclui aspirantes a prefeito, vereador e outros cargos políticos, que agora enfrentam a impossibilidade de impulsionar seus sites, perfis em redes sociais e anúncios no YouTube.

Nas cidades grandes e médias, onde as emissoras de rádio e TV desempenham um papel importante na cobertura eleitoral, o impacto da proibição é mitigado pelo horário eleitoral gratuito.

No entanto, em localidades sem acesso a essas mídias tradicionais, os candidatos serão forçados a realocar seus recursos para outras plataformas de alcance, como a Meta (Facebook e Instagram) e TikTok.

Além disso, a proibição do Google provavelmente afetará mais os candidatos menos conhecidos, que dependem fortemente do impulsionamento de conteúdo para alcançar eleitores potenciais.

Os eleitores também podem enfrentar dificuldades ao tentar encontrar informações sobre candidatos, já que estes podem não estar bem posicionados nos resultados de busca ou podem ser confundidos com homônimos.

Diante desse cenário, as campanhas eleitorais serão desafiadas a adotar estratégias mais criativas para atrair a atenção digital dos eleitores. A proibição do Google representa um chamado para a inovação e a reinvenção das estratégias de campanha.

*Com informações do Jornal O Brasil Digital 

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